Coco Raízes de Arcoverde participa de novo álbum de Romero Ferro e leva cultura do município ao cenário nacional
A cultura popular de Arcoverde ganhou destaque no novo trabalho do cantor e compositor pernambucano Romero Ferro
Raquelline Lôbo
8/28/20262 min ler


A cultura popular de Arcoverde ganhou destaque no novo trabalho do cantor e compositor pernambucano Romero Ferro. O artista lançou o álbum “OURO”, que reúne 12 faixas e conta com a participação do tradicional Coco Raízes de Arcoverde, ao lado de nomes como Luiz Lins, Àttooxxá, Catto e Ylana.
Disponível nas plataformas digitais desde a última quinta-feira (27), o álbum encerra a trilogia iniciada por Romero Ferro com “Arsênico”, de 2016, e “Ferro”, lançado em 2019.
Com uma proposta voltada à identidade, ao pertencimento e ao reencontro com as próprias raízes, “OURO” mistura manifestações da cultura nordestina com sonoridades contemporâneas. Coco, maracatu, forró, baião, brega, pop, rock e MPB aparecem no projeto ao lado de elementos eletrônicos.
Arcoverde em destaque
A participação do Coco Raízes de Arcoverde reforça a força da cultura popular do município e sua presença na música pernambucana. O grupo integra o time de participações especiais do novo álbum, que busca valorizar referências culturais e memórias ligadas ao Agreste.
O projeto também conta com produções audiovisuais gravadas no interior de Pernambuco, incorporando elementos pessoais e familiares da trajetória de Romero Ferro.
Tradição e modernidade
Entre as faixas de “OURO” está uma nova versão de “O Tempo Não Para”, de Cazuza, que ganha uma interpretação inspirada no forró e no piseiro. Já a música “Meio do Caminho” utiliza um sample de Dominguinhos e resgata memórias da infância do artista no Agreste.
A proposta do álbum é justamente conectar experiências pessoais e referências da cultura nordestina a diferentes linguagens musicais, aproximando tradição e contemporaneidade.
Álbum também aposta em acessibilidade
Além da proposta musical, “OURO” também se destaca pela preocupação com acessibilidade. As 12 faixas terão videoperformances em Libras (Língua Brasileira de Sinais), incorporando a língua de sinais à experiência artística.
A presença do Coco Raízes de Arcoverde no projeto coloca novamente o município em evidência e reforça a importância das manifestações populares do interior de Pernambuco na construção da música contemporânea.
Com tradição, identidade e inovação, Arcoverde segue mostrando que sua cultura popular também tem lugar de destaque nos grandes projetos da música pernambucana.
